Durante os últimos anos, as casas de apostas estiveram em quase tudo no futebol brasileiro: na frente da camisa, nas placas de campo, nas transmissões e em outras ações comerciais dos clubes. Agora, esse cenário vai mudar.
O que diz a medida
A Medida Provisória nº 1.394/2026 proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no Brasil. As empresas precisam retirar a publicidade, e sites e aplicativos têm prazo para sair do ar. A MP tem efeito imediato, mas ainda depende de tramitação no Congresso, então o desfecho final pode mudar.
O tamanho do impacto
Segundo levantamento citado pela Reuters, os clubes da Série A receberam cerca de R$ 1 bilhão em publicidade das casas de apostas em 2025. Isso representou quase 10% da receita recorrente dos clubes. É uma fatia grande demais para ser ignorada no orçamento de qualquer time.
Quem pode ocupar esse espaço?
Bancos, empresas de tecnologia, varejo, montadoras e marcas de alimentos aparecem entre os possíveis interessados. Mas especialistas ouvidos pelo UOL avaliam que, neste momento, dificilmente um único setor conseguirá igualar os valores que as bets colocavam no futebol. Na prática, os clubes devem precisar diversificar: mais marcas, contratos menores e propostas mais criativas.
O que isso ensina sobre patrocínio
Esse episódio vai além de trocar um logo por outro. Uma camisa de clube não é só um espaço para publicidade. Ela entrega audiência, comunidade e paixão, e é isso que torna o patrocínio esportivo tão valioso quando bem trabalhado.
Para as marcas que estavam de fora por causa dos valores altos, pode surgir uma oportunidade. Para quem já investe em esporte, o desafio é ir além da exposição e construir relacionamento de verdade com o torcedor, com conteúdo, ativações e presença nas redes.
Uma vitrine em nova fase
O futebol brasileiro continua sendo uma das maiores vitrines do país. O que está em jogo agora é quem vai chegar primeiro, e com a estratégia certa, para ocupá-la.
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Fontes: UOL Economia e Reuters.
